Detalhe de Notícia

01/11/2018

Testaram a CB 650F e CBR 650F e o resultado não podia ser outro.

Testaram a CB 650F e CBR 650F e o resultado não podia ser outro.

O que é?

Externamente, as novas carenagens, laterais e pinturas em preto do motor, balança e para-lama dianteiro deixaram as CBs com aspecto mais limpo e atual. No conjunto ótico, as luzes agora são em LED na dianteira e traseira - antes eram só nas luzes de presença. O painel, digital e de fácil leitura, não sofreu alterações, trazendo as informações básicas excetuando-se o indicador de marchas. Em termos de ergonomia, na CB 650F a barra do guidão está 6,9 mm mais baixa e 11,4 mm à frente, proporcionando uma leve inclinação do piloto, para uma postura mais esportiva.

Estruturalmente, permanecem o chassi de aço e os demais elementos técnicos. Já a nova carenagem frontal propiciou uma melhor entrada de ar, junto com um pequeno aumento no duto do corpo de borboletas. Também foi feita uma nova “calibração” eletrônica e o redimensionamento da saída do escape. Tudo isso somado elevou em 1,5 cv a potência do motor, indo de 87 para 88,5 cv a 11.000 rpm. Por sua vez, o torque baixou de 6,4 para 6,22 kgfm a 8.000 rpm.

No câmbio foram encurtadas as relações da 2ª a 5ª marchas, para obter melhor resposta nas acelerações, sem alterar a velocidade final. Na suspensão dianteira os garfos telescópicos agora são do modelo SDBV (Showa Dual Bending Valve), que possuem duas válvulas de controle de passagem do fluido com diâmetros diferentes, que aliam conforto em condições normais e estabilidade nas extremas. Na traseira permanece a balança assimétrica em alumínio, com um único amortecedor, e sete regulagens da pré-carga. Nos freios, houve melhora no modulador do ABS, de últi ma geração, com processador de 64 bits (inicialmente eram 08). Melhorou a sensibilidade do sistema, deixando-o mais preciso na frenagem e menos perceptível no tato (com redução das vibrações).

Como anda?
O autódromo internacional de Curvelo, localizado no município de mesmo nome, a 164 km de Belo Horizonte, foi o local escolhido para as primeiras impressões das novas motos. Com 4.400 metros de extensão, 18 curvas e desnível de 30 metros, proporcionou aos jornalistas bons momentos para experimentar as novidades e aprimorar habilidades. Sim, porque a moto é uma “mãe”.

Para extrair o máximo das duas, pista e veículo, contamos com o “professor” Alexandre Barros, piloto com 21 anos de experiência em competições, dos quais 5 anos na MotoGP. Ele nos mostrou o melhor traçado durante 12 voltas, 6 em cada modelo. Fomos alternando posições a cada volta, de modo que pudemos tentar realmente acompanhá-lo em duas delas. Andar na pista é um “outro lance”, você pode diminuir sua margem de segurança e ousar mais. Foi o que procurei fazer nas incontáveis voltas dadas após as primeiras 12 de “treino”.

Iniciei com a CBR que, pelo seu posicionamento com o corpo inclinado à frente, não me deixa tão á vontade. A aceleração é forte, mas sem sustos, e todo o conjunto segue na mesma “batida”. A troca de marchas é suave e precisa, o deslocamento do corpo e as mudanças de inclinação são fáceis e de resposta imediata, a frenagem é potente, e a estabilidade é plena em todas as situações. Em algumas voltas já me vi “conversando com o meu limite”, pois a moto sempre esteve “na mão”.

Após as primeiras 6 voltas troquei pela “F” e aí, com o corpo elevado, me senti mais seguro e passei a andar mais rápido. O circuito tem curvas para todos os gostos. Numa sequência de curvas, uma à esquerda e outra à direita, você pode dar “gás” desde o início. Já na últi ma curva antes da reta final, considerei uma “pegadinha” que pode decidir uma corrida pois, se não contorná-la corretamente, entrará lento na reta.

Para avaliar o ganho das novas 650, dei as últi mas voltas numa CBR 2017 e senti que a principal melhoria foi a troca das relações do câmbio. Agora o motor “enche” mais rápido e as retomadas ficam mais vigorosas, mesmo sem redução de marcha. No geral, não resta dúvida de que as CBs 2018 evoluíram na aparência e na tocada. Ambas se colocam como opção versátil de compra, aliando o uso no dia a dia com um certo nível de esportividade.

Fonte: http://motor1.uol.com.br
Matéria escrita por Eduardo Silveira e editado por Promenac Motos.

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